25 August 2016

ASSIM VAI A OPOSIÇÃO de DIREITA

Os dirigentes da direita e os seus apoiantes, não conseguem ultrapassar práticas que lhes ficaram de tempos antigos, como seja a necessidade de atirar para cima dos outros os erros que eles mesmo cometeram ou de inventar desculpas para esconder os próprios erros.

Umas vezes utilizam a narrativa da saudade nostálgica do, antigamente é que era bom, outras, abusam da mentira e da calúnia de quem sofre de memória curta.

É claro que tais acções não passam de vinganças mesquinhas e cortinas de fumo para esconder a vergonhosa conduta de elementos destes partidos, que após abandonarem o governo não se coíbem de aceitar empregos ligados precisamente às áreas que anteriormente tutelaram. 

As tentativas de ataque ao Bloco de Esquerda, na falsa presunção de que faz parte do actual governo, para além de mentirosas são da mais absoluta má-fé.

O Bloco de Esquerda comprometeu-se em dar apoio parlamentar ao governo do PS, na condição de serem paradas as medidas de austeridade implementadas pela pusilanimidade do governo PSD/CDS, e de haver uma recuperação dos rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas, criando condições para fazer crescer a economia portuguesa.

As balizas para esse apoio foram claras e apresentadas publicamente, sem subterfúgios nem arranjinhos secretos. As propostas foram sempre precisas e claras.

A resposta que tem vindo a ser ensaiada para reverter a situação, repondo as condições perdidas e os direitos roubados, vai levar algum tempo, mas não pode deixar de ser um objectivo a prosseguir.

É nesse sentido que vai o apoio do Bloco de Esquerda ao governo, não estando incluídos quaisquer projectos de angariação de empregos, nem manobras por interesses pessoais.

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Voltamos a assistir à tragicomédia do líder do PSD, Passos Coelho a tentar convencer-se a si próprio de que ainda tem algumas possibilidades de voltar ao poder. Fê-lo com toda a desfaçatez na festa do Pontal, perante os militantes e dirigentes do PSD, dos quais, alguns, já buscam forma de o substituir, sem perderem a face. Pelas declarações mais ou menos encriptadas do comentador encartado, Luís Marques Mendes, sempre a par das últimas novidades, o PSD necessita de sangue novo.

A ex-ministra Assunção Cristas, na sua incansável procura de protagonismo, esqueceu-se que também foi uma das responsáveis, ao longo de quatro anos, pela exclusividade da eucaliptação, alargada a todo o país e a terrenos baldios o que contribuiu para que a floresta portuguesa se transformasse num factor decisivo da catástrofe ambiental e económica a que assistimos neste verão, como nos anteriores.

Estas técnicas de, ataque como melhor defesa, são de tal modo conhecidas e ultrapassadas que já não são de grande utilidade, porque os leitores as entendem bem.

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Torna-se, agora, mais fácil entender as razões que levaram uma parte substancial do patronato a apoiar de forma tão fervorosa e veemente a vinda da troika para o nosso país e a sua nefasta acção na economia. São as próprias organizações patronais que o afirmam, e isso tem a ver com a maior facilidade em despedir trabalhadores, sem justa causa, dentro da estratégia de desvalorização do factor trabalho na economia, que constitui o programa dos neoliberais.

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A constante pressão exercida pelas entidades financeiras, bancos, agências de rating e outras, sobre o nosso país, destinam-se a procurar fazer esquecer que os lucros que auferem com a divida portuguesa são fabulosos. Só o serviço da divida é superior a 8,5 mil milhões de euros cada ano.

Coloca-se cada vez com mais acuidade a necessidade de renegociar a divida, pois só um alívio no pagamento dos juros permitirá libertar meios para investir no crescimento da economia. Esta é uma realidade, que foi muito contestada quando a colocamos, há quatro anos, mas que reúne cada vez mais opiniões favoráveis, pelo que deve ser defendida sem desfalecimento e com denodado vigor.

24.08.2016

José Joaquim Ferreira dos Santos
Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda

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