07 October 2013

Propostas claras


Pedro Passos Coelho disse, durante uma das suas deslocações de apoio aos candidatos autárquicos do seu partido,” temos de deixar para trás das costas os políticos que têm com a realidade uma relação de ficção” . Infelizmente não se tratou de uma autocrítica, mas de uma declaração de circunstância sem qualquer aplicação aos seus ministérios, onde a mentira impera.
Depois das inverdades da ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque, sobre os swaps que a senhora antes tinha afirmado desconhecer, mas cujas autorizações foram por ela assinadas, agora, aparece o ministro dos negócios estrangeiros, Rui Machete, a mentir à comissão do Parlamento quando foi ouvido sobre a sua situação como accionista da SLN, a empresa que detinha o BPN.


Um governo constituído por tais personalidades não pode merecer o mínimo de credibilidade dos eleitores. Na União Europeia, por razões muito menos graves caem ministérios e ministros.
Na mesma linha de pensamento verificou-se que se goraram as promessas do governo PSD/CDS, sobre o facto de Portugal estar em condições de recorrer aos mercados, a partir do dia 23 de Setembro de 2013. Pelo contrário, o primeiro-ministro vai falando na possibilidade de um segundo resgate, embora esta questão em plena campanha eleitoral, se pareça muito com uma chantagem aos eleitores.
Por sua vez, o ministro Portas já vê uma ligeira recuperação, quer na economia, quer na criação de emprego, Nesta controversa questão o melhor é não acreditar em nenhum, pois conhecemos bem a capacidade de ambos para o embuste e a mentira.
Também as divergências entre ministros sobre qual a percentagem do défice a pedir à troika são a prova de que a enorme solidez do governo de que falam, tem pés de barro.
As informações sobre os cortes nos salários e nas pensões de reforma, que Pedro Passos Coelho apresenta como alternativa ao tal segundo resgate, vão sendo escondidas até ao próximo dia 29, às eleições autárquicas.
Por tudo o que foi dito, as eleições autárquicas têm de constituir um cartão vermelho ao governo, por mais que os seus apoiantes-candidatos autárquicos procurem esconder ou minimizar a sua filiação partidária e afirmarem que nada têm a ver com as políticas nacionais.
Na Alemanha onde a economia e as finanças florescem, em grande parte pelo esbulho das economias da Europa endividadas à banca internacional, o partido de Angela Merkel obteve uma maioria relativa , o que a vai obrigar a governar em coligação. Veremos que alterações trará à política externa Alemã e por conseguinte à austeridade violenta exercida sobre os países do sul.

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A data das Eleições Autárquicas aproxima-se e a pouco e pouco vamos sabendo dos truques utilizados por autarcas dinossauros para ultrapassar a lei da limitação de mandatos. Há alguns que concorrem em segundo lugar nas listas, encabeçadas pela respectiva esposa, com a indicação de que esta irá renunciar ao lugar para que for eleita.
É inadmissível esta falta de ética que plasma uma enorme apetência pelo poder, mesmo que seja pela pequena fatia de poder que uma autarquia pode emprestar.
O Bloco de Esquerda em Matosinhos tem procurado levar ao eleitorado propostas, exequíveis e claras, que afirmem uma vontade de servir os Matosinhenses, com rigor e alguma criatividade, a fim de proporcionar um: 

CONCELHO JUSTO E UM CONCELHO SUSTENTÁVEL.



Nas nossas propostas a para o concelho valorizamos: as questões do apoio social aos mais necessitados; a criação de emprego pelo crescimento da economia; uma cuidada viragem para as riquezas que o mar pode trazer a Matosinhos; a exploração das potencialidades do turismo; a sustentabilidade do meio ambiente pela qualidade de vida; uma cultura mais viva e actuante;  uma democracia mais participada e entendida pelos cidadãos. As nossas preocupações vão igualmente para um ambiente mais sustentável. Temos procurado dar conta delas aos eleitores e vamos continuar  a fazê-lo.
Infelizmente assistimos, nestas eleições, a uma campanha em que os faits divers e os assuntos mais diversos, até de foro pessoal, se opõem a uma discussão de propostas e de projectos que melhorem as condições devida dos nossos concidadãos.
 A falte de respeito pelos outros candidatos e por conseguinte pelos eleitores chega ao ponto de usar o insulto em debates, que deveriam ter uma linguagem, no mínimo, urbana e educada.
Não utilizaremos esse caminho, por mais fácil e apetecível que possa parecer. Respeitamos os nossos adversários, por maiores que sejam as diferenças que deles nos separam.
O que nos traz à intervenção política é a política e não as questões de lana caprina que parecem tanto interessar a algumas candidaturas.
Sabemos que não podemos, nem queremos, competir em número de grandes cartazes ou de brindes distribuídos, lanches ou jantaradas, mas damos a certeza, aos que em nós reconheçam validade para os representar, que o rigor e a cuidada atenção aos problemas dos nossos eleitores, continuarão a ser o nosso lema.

25.09.2013 

José Joaquim Ferreira dos Santos
Membro da Assembleia Municipal pelo Bloco de Esquerda

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