09 September 2013

Falsas cortinas de fumo


Verdadeiras cortinas de fumo são as que têm ensombrado desde Agosto as florestas e matos deste país, devido à multiplicação de fogos, uns por incúria na prevenção, outros por ataques de loucura e instintos criminais difíceis de catalogar.
O certo é que este inferno de chamas custou a vida a cinco bombeiros e outros cinco continuam internados, três deles em estado grave, facto que provocou uma grande comoção nacional. Estes soldados da paz lutam denodadamente contra este flagelo dos períodos de verão, nem sempre devidamente reconhecidos no seu voluntarismo.
Aqui fica a minha singela homenagem.
É preciso que estes episódios recorrentes não se repitam e para isso é urgente repensar a floresta portuguesa e agir responsavelmente.
Após este preâmbulo, voltemos à cena política nacional, questionando em quem devemos acreditar, no governo que afirma que o FMI, retende continuar a cortar nos salários e a baixar as prestações sociais, ou no mesmo FMI, que diz que as informações prestadas pelo governo foram erradas. O FMI afirma ter ficado convencido que apenas 10% dos trabalhadores do sector privado viram os seus salários cortados, quando afinal são cerca de 27% o total de trabalhadores prejudicados.
Continua a política de lançamento de lebres informativas na opinião pública, prática em que o governo se especializou para testar a resposta, mas de que a troika faz uso, igualmente.
As ameaças em forma de chantagem, aliadas às afirmações do patrão dos patrões alemão, sobre a necessidade de os países intervencionados abrirem mão de alguns dos seus activos para o fundo europeu de estabilidade, trazem à lembrança, forçosamente, a pilhagem imperial já praticada em outras ocasiões.
Isto é que seria, literalmente, entregar o ouro ao bandido.


De características idênticas, talvez por ter a mesma inspiração, é a campanha desenvolvida pelo governo Passos/Portas contra o Tribunal Constitucional, sempre que este não apara os seus golpezitos legislativos.
Desta vez é apenas mais uma cortina de fumo para ocultar os erros cometidos pelo governo nas suas manobras canhestras para ultrapassar as leis do país.
O que está em causa é a campanha de desinformação baseada em mentiras e em distorções da verdade absolutamente inadmissíveis.
Todos sabemos que este governo é contra a Constituição da Republica que já foi por várias vezes remodelada com o voto dos partidos da coligação. Mas o mais estranho e que roça o campo da fixação de ideias é o facto de Passos/Portas serem mesmo contra preceitos constitucionais que são comuns à maior parte das leis de outros países da Europa. Há algum outro governo europeu, eleito pelos preceitos constitucionais respectivos, que age desta maneira? Será que já nem mesmo esse mínimo de entendimento, do que é a democracia e a responsabilidade, os toca? 

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Os municípios devem proporcionar aos respectivos munícipes e nomeadamente aos jovens a fruição de actividades desportivas entre outras, nas melhores condições possíveis.
Para tal devem apoiar, de forma clara e transparente, as associações desportivas que desenvolvam iniciativas nesse campo. Devem ter em conta os interesses dos praticantes, e a economia de meios e não acolher e aceitar formas de bairrismo sem sentido ou o esbanjamento injustificado de fundos.
Outra coisa completamente diferente é o apoio a clubes desportivos com actividades profissionais, que promovem fundamentalmente o chamado desporto espectáculo ou de bancada, que alimentam vaidades pessoais e  que não devem  ser pagas pelo erário público.
É contra apoios deste género, muitas vezes escondidos atrás de declarações balofas sobre o apoio às camadas jovens, pouco claros e com critérios avulsos,  que nos temos manifestado e continuaremos a fazê-lo.
Já muitas vezes   levantei  a questão da diferenciação de tarifas dos táxis em Matosinhos face aos concelhos vizinhos.
Esta diferença acarreta prejuízos para os utentes que são obrigados a pagar o trajecto da viagem e o retorno do veículo à sua base, e também prejuízos para os industriais dos táxis que perdem clientes em confronto com os motoristas de outras praças que invadem Matosinhos, dada a diferença nas tarifas que praticam.
A Câmara tem conhecimento desta situação e já deveria ter resolvido este problema, estabelecendo um tarifário urbano para as freguesias do centro do concelho e outro diferenciado para as freguesias mais periféricas, medidas que estão nas suas atribuições.
Este é o entendimento de um grande número de industriais estabelecidos em Matosinhos e que já tentaram chamar a atenção dos decisores por diversas vezes.
Não fosse uma certa teimosia do executivo, que sempre se recusou a discutir esta questão e todos ficariam a lucrar com uma mera medida administrativa.
Veremos se na  série de medidas de ultima hora,  que o executivo está a tomar, este caso  irá merecer a atenção da Câmara.

4.09.2013 

José Joaquim Ferreira dos Santos
Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de esquerda

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