19 August 2013

Por um CONCELHO JUSTO, um CONCELHO SUSTENTÁVEL


A situação que vivemos em Matosinhos decorre, muito, da crise financeira internacional, dos erros cometidos por opções políticas desadequadas dos governos dos pós 25 de Abril e pela austeridade que os neo-liberais europeus nos impõem e o governo PSD/CDS acolhe, promove e aprofunda.
O lema que a candidatura às autárquicas do Bloco de Esquerda de Matosinhos defende e vai apresentar aos eleitores é UM CONCELHO JUSTO, UM CONCELHO SUSTENTÁVEL.
A justiça social é condição base de uma democracia moderna. Sem justiça social a democracia não existe verdadeiramente.


A sociedade portuguesa sempre se caracterizou pela existência de desigualdades sociais acentuadas. Com o agravamento da crise o desemprego aumentou de forma galopante, como nunca se viu, o mesmo aconteceu com os cortes nas pensões de reforma e assim as dificuldades das famílias, porque muitos reformados estão a apoiar os seus familiares desempregados ou com salários cada vez mais baixos.
Também a carga fiscal violenta, pelo aumento de impostos directos e indirectos, veio acrescentar às dificuldades sentidas mais dificuldades, uma verdadeira rapina governamental sobre os cidadãos contribuintes
Recentemente a nova lei das rendas veio contribuir para grandes problemas a que os inquilinos tiveram que responder, nomeadamente os de maior debilidade financeira, os reformados, idosos e desempregados que viram os seus rendimentos diminuídos e que estão em vias de terem que deixar as suas casas por absoluta incapacidade em pagar as novas rendas impostas pelos senhorios.
O envelhecimento da população, o seu empobrecimento e a realidade familiar em que hoje se vive, obriga as autarquias a encarar a necessidade de assumir as suas responsabilidades nos cuidados com os mais velhos, de forma clara, sistemática e sem alijar a responsabilidade para cima de entidades privadas, que necessariamente criam outras dificuldades ao atendimento, quer em lares residenciais, quer na assistência domiciliária atendendo às precárias condições financeiras dos idosos.
Outra questão que deve ser encarada de frente pelas autarquias é a criação de infantários e jardins-de-infância, de gestão pública em que os pais trabalhadores possam ter garantias de segurança e qualidade a preços acessíveis, não especulativos.
O mais grave dos problemas que assola o nosso país e nisto não é excepção, é o desemprego. Acreditamos que os cidadãos têm o direito constitucional a um trabalho digno e remunerado, contribuindo para o aumento da riqueza do país e usufruindo da distribuição da mesma. Temos consciência das poucas possibilidades que assistem às autarquias neste âmbito, mas sabemos que alguma coisa pode e deve ser feita e nesse sentido em devido tempo apresentamos propostas que visavam ajudar a minimizar esse flagelo.
É na busca de soluções públicas para estes problemas, em conjunto com as populações, que a candidatura do Bloco de Esquerda a Matosinhos se empenhará na adopção de políticas condicentes de resposta
Nunca daremos desculpas do género: “ a câmara não tem apetência para resolver questões sociais” ou “ optamos por financiar instituições que o façam”.
A câmara municipal tem obrigação de encarar os problemas, estudá-los e incentivar a criação de soluções, não em relegar noutros as suas responsabilidades.


O território, no sentido literal, que recebemos dos nossos pais e avós constitui apenas um usufruto para nós e é nossa obrigação deixá-lo aos vindouros, senão melhor em iguais circunstâncias, sem destruir o ambiente e sem criar condições que irreversivelmente possam impedir a sua regeneração futura.
Há medidas relativamente simples e sem custos incomportáveis que permitem desenvolver a qualidade de vida dos cidadãos.
Algumas dessas medidas temos vindo a propô-las e as que foram aceites pelos restantes representantes partidários contribuíram de facto para melhorar a qualidade de vida em Matosinhos, como o Plano de Melhoria energética e as propostas para reabilitação urbana.
Estas não são promessas eleitorais vãs e susceptíveis de serem esquecidas alguns dias após as eleições.
Os matosinhenses mais atentos sabem que mesmo em condições pouco favoráveis o Bloco de Esquerda tem lutado com afinco por tudo aquilo em que acredita ser o melhor para Matosinhos, sem se envolver em questões menores de politiquice, em que nos últimos tempos o concelho tem sido fértil.
Esse é o compromisso que fazemos com o eleitorado a quem pedimos que nos dê a sua confiança. Sabemos, sem sobranceria, que fazemos alguma diferença.


Consideramos que as questões sociais assumem já tal dimensão que implicam soluções urgentes, criativas e que não de compadecem com demoras e adiamentos.
O Bloco de Esquerda de Matosinhos privilegia a discussão política e a apresentação de propostas concretas ao invés de discussões de” lana caprina” e de “tricas e mexericos” que nada dizem aos cidadãos e que apenas contribuem para o descrédito na intervenção política
Muitos outros problemas do concelho merecem estudo e propostas de resolução a apresentar ao eleitorado, por isso continuarão a ser abordados.

14.08.2013 

José Joaquim Ferreira dos Santos
Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda

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