07 February 2012

COMUNICAÇÃO SOCIAL EM DEMOCRACIA


O concelho de Matosinhos é uma comunidade com características específicas e muito marcadas, humanas, culturais e até politicas.

Os lugares que há pouco mais de um século eram pequenos aglomerados dispersos de pescadores e quintas agrícolas integram, hoje, a cidade.

Uma cidade como Matosinhos não pode prescindir de uma comunicação social independente, livre e democrática que estabeleça elos de ligação entre as suas instituições, entre estas e os cidadãos com vista a uma circulação célere de ideias e pontos de vista.

Não é, no entanto, o que tem vindo a acontecer na nossa cidade. O encerramento de qualquer jornal ou de qualquer rádio ou mesmo de cinemas e teatros à nossa volta atinge-nos a todos e culturalmente torna-nos mais pobres. Não podemos pactuar com uma aparente passividade por parte dos cidadãos e mesmo das instituições do concelho.

O aparecimento de novas tecnologias de informação não anula a necessidade da existência de jornais escritos, antes os complementam, fundamentalmente os regionais e locais.

Todos sabemos que um jornal é sustentado financeiramente, em grande parte pela publicidade, comercial ou institucional. O preço de capa constitui uma fonte residual do financiamento. Mas a condição para que o mercado publicitário se interesse por um jornal reside na sua capacidade de difusão, isto é no número de pessoas a quem consegue chegar.

Um grupo de cidadãos de Matosinhos, das mais diversas opiniões políticas, culturais e sociais tem vindo a preocupar-se com a possibilidade de sobrevivência do único jornal existente no concelho e comprometeu-se a agir no sentido de o tornar viável.

O Jornal de Matosinhos tem sabido desempenhar um papel importante, na pluralidade de opiniões, com um comportamento digno do ponto de vista da sua abertura ao debate de ideias e ao acolhimento de opiniões as mais diversas.

É esta postura plural, democrática e abrangente que me leva a apoiar este Jornal e a integrar o Grupo de Amigos do Jornal de Matosinhos.

Não me move qualquer forma de interferência na linha editorial do jornal, apenas pretendo ajudar a que Matosinhos mantenha um jornal livre, independente e democrático e cada vez mais interventivo, ao serviço dos interesses dos cidadãos, continuando a permitir o exercício do direito de crítica, que em democracia é não só útil como muito saudável.

O almoço realizado com muitos amigos do JM, no passado sábado, constituiu uma importante alavanca no sentido de levar à vante este propósito. Como diz a canção de Zeca Afonso é preciso que “venham mais cinco” , todos somos poucos na salvaguardo do JM.

1.02.2012

José Joaquim Ferreira dos Santos

Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda

No comments:

Visitas

Contador de visitas