28 August 2011

A INFORMAÇÃO NUNCA É DEMAIS, SE FOR SÉRIA


A informação a que vamos tendo acesso vai acrescentando argumentos no sentido de que, efectivamente, só o governo e a direita que o sustenta não encontram alternativas para conseguir fundos, para além , do bolso de quem só tem como rendimento o fruto do seu trabalho.

Para estes o governo é implacável nos recursos que utiliza para proceder a cobranças.

Também se sabe que uma das maiores fortunas do nosso país, a de Américo Amorim, da Amorim Energias, tem um débito no BPN de mil e seiscentos milhões de euros. Este magnata, a quem foi dada de mão beijada pelo governo PS a Galp, não é chamado a pagar o seu débito.

Esta verba é muito superior àquela que será “desviada” pelo imposto extraordinário a aplicar no subsídio de Natal de todos os trabalhadores.

Dos jornais chega-nos a informação que saem do nosso país por dia cerca de nove milhões de euros para paraísos fiscais.

Sabemos também que 2.930 das 3.000 empresas sedeadas no offshore da Madeira, no chamado Centro Internacional de Negócios da Madeira ( CINM) não pagaram impostos em 2009. Estas empresas têm ali sede virtual e não têm sequer funcionários. Se isto não é fuga aos impostos, então o que será?

Os portugueses estão muito interessados em ver qual vai ser a atitude a tomar pelo governo PSD/CDS face às exigências tonitruantes do líder da Madeira, Alberto João Jardim, em relação à derrapagem das contas da Madeira. A impunidade global que este senhor parece gozar, juntamente com os pares do seu governo e deputados do PSD no parlamento regional são superiores às que foram retiradas, recentemente, em Itália a Silvio Berlusconi.

Os mesmos jornais informam-nos do resultado da cimeira Merkel/ Sarcozy e da ideia brilhante de fixar nas constituições um limite para o défice das contas do Estado. Não será com a fixação destes limites na Constituição que se resolvem as questões financeiras dos países . Essa será apenas mais uma submissão , às ordens da senhora Merkel, numa Europa a 27 estados.

Também, com o passar dos dias vamos vendo que cada vez mais pessoas, muitas das quais sem poderem ser conotadas com a esquerda, se vão manifestando contra as politicas recessivas impostas pelo governo a mando da troika, As quebras de consumo que a economia enfrenta chegam já a níveis anteriores a 2009.

Do mesmo modo vão merecendo repúdio os anúncios das medidas politicas de carácter meramente assistencialista, , como a utilização pelos mais pobres de restos de medicamentos e a institucionalização da “sopa dos pobres”, que chegam a ser insultuosas para os menos favorecidos .A divisão da sociedade em cidadãos de primeira e cidadãos de segunda é inaceitável em democracia.

Como venho dizendo, as medidas de austeridade visando a travagem da economia não contribuem, em nada, para ultrapassar a crise. Não é com medidas que asfixiam a economia que teremos luz no fundo do túnel.

O que escrevo e faço chegar aos leitores não fazem parte de campanhas de campanhas de má língua ou ataques gratuitos, nem é ”chover no molhado”,são aquilo que considero o meu dever enquanto cidadão e elemento da oposição politica , que não se limita à critica negativa, antes procura contribuir para apresentar alternativas, sendo o Grupo Parlamentar do Bloco o que maior número de propostas e projectos de resolução apresentou no Parlamento.

Esta é também parte da nossa resposta a todos aqueles que, lendo apressadamente os resultados das ultimas eleições legislativas, se apressaram a passar a certidão de óbito ao Bloco de Esquerda.

Também em Matosinhos, apesar de ser eu o único representante na Assembleia Municipal, sempre me preocupei em apresentar propostas abrangentes que visassem melhorar as condições de vida dos Matosinhenses, privilegiando mais com essencial do que o acessório.

Connosco, podem ter a certeza de que manteremos a firmeza dos nossos propósitos, em luta por uma sociedade democrática e de participação cidadã , mais justa e mais fraterna, onde a economia esteja ao serviço dos cidadãos e não o contrário.

Connosco, podem ter a certeza de que colocaremos sempre os interesses colectivos do povo, à frente de interesses individuais, das vaidades e vinganças mesquinhas e que nunca nos verão fazer acordos espúrios e alianças com a direita, ou então colocarmo-nos em bicos de pés para sermos vistos, com receio de que se esqueçam de nós..

20.08.2011

José Joaquim Ferreira dos Santos

Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda

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