11 January 2011

Qualidade ambiental motiva visita ao Porto de Leixões

No seguimento das questões colocadas pelo Bloco de Esquerda - na Assembleia Municipal de Matosinhos e no Parlamento - sobre o armazenamento de estilha de madeira no Porto de Leixões, uma delegação do partido acompanhou a visita efectuada pela Assembleia Municipal àquela estrutura portuária, a convite da APDL.
O armazenamento de matérias primas a céu aberto no porto de Leixões, respectivamente, estilha de madeira e sucata de ferro tem provocado queixas de moradores da zona, motivadas pela disseminação de poeiras e consequente contaminação da qualidade do ar. Esta contaminação foi confirmada pelas autoridades responsáveis.
A estilha de madeira, que o porto de Leixões recebe em cada vez maior quantidade, destina-se ao fabrico de um tipo de papel (kratf), mercadoria com grande procura internacional. A APDL e a empresa concessionária do armazenamento tinham-se comprometido em criar condições para a resolução deste problema. Para tal, contratualizaram o apoio técnico das Universidades de Aveiro e posteriormente de Lisboa.
Na visita da Assembleia Municipal de Matosinhos a estas instalações, foram apresentadas duas propostas de solução, para minorar os efeitos do armazenamento de matérias primas a céu aberto. Ambas as propostas se solução, consistem na construção de uma antepara de protecção para evitar a passagem de partículas para o exterior do recinto de armazenamento.
Uma delas, prevê a construção de uma espécie de grande vela em fibra apropriada, aparentemente eficiente, mas susceptível de provocar ruído com o vento dominante no porto. A modalidade que foi adoptada consiste na construção de uma barreira de contentores, encimada por um pára-vento metálico, suficientemente alto para impedir a passagem de estilha. Os contentores serão recobertos por uma película, utilizada como suporte para obras de arte concebidas por Francisco Providência e posteriormente pelas escolas de arte e design locais.
Irá, também, ser experimentada uma tela especial, denominada geotextil, para cobrir a estilha, mas tal não parece ser grande viabilidade, dado que aquela matéria prima tende a desenvolver potencial calor. Como complemento está já a ser implementada uma mais basta linha de árvores entre os contentores e a estrada, como cortina arbórea, com árvores de folha perene, que servirá de ultimo resguardo.
As autoridades portuárias mostraram-se, sinceramente interessadas em tentar resolver o problema. Por nós manter-nos-emos atentos para a solução encontrada, pois reconhecendo no porto de Leixões uma grande importância no desenvolvimento económico local e nacional são, também, as condições de vida dos nossos eleitores que não nos podem deixar de nos preocupar.
José J. Ferreira dos Santos
Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda

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