13 March 2010

BE denuncia “assédio moral” sobre trabalhadores da Exponor

O Ministério do Trabalho e Solidariedade Social recebeu uma denúncia por parte dos deputados do Bloco de Esquerda (BE) relacionada com a situação dos trabalhadores da Exponor.

Em Maio do ano passado, o presidente da AEP, José António Barros anunciou estar em curso um plano de reestruturação na associação que previa a dispensa de um terço dos seus trabalhadores, num total de cerca de 100 pessoas. O motivo seria a fusão da Associação Empresarial de Portugal (AEP), de que faz parte a Exponor, com a Associação Industrial Portuguesa (AIP). Desde então já saíram 50 pessoas, estando agora as restantes 50 a ser alegadamente pressionadas para que rescindam os seus contratos. De acordo com o que tem sido veiculado por órgãos de comunicação social, a alguns funcionários não tem sido dado qualquer tipo trabalho, naquela que é umas das formas mais habituais de assédio moral.

A AEP assegura que, até este momento, não está em marcha qualquer processo de despedimento colectivo e comunicou à Agência Lusa que não comenta iniciativas ou tomadas de posição do Bloco de Esquerda. O presidente José António Barros assegura que o que estão a fazer é transformar empregados em empresários, uma vez que aquilo que estão a propor aos trabalhadores é que rescindam os seus contratos para depois continuarem a fazer o mesmo trabalho; mas a recibos verdes. O que só vem provar que o trabalho continua a ser necessário.

Refira-se que foi por iniciativa do BE que o Ministério do Trabalho e da Solidariedade foi informado através da pergunta feita pelo grupo de deputados eleitos pelo distrito do Porto. O BE aguarda agora resposta por parte do Governo a uma situação que poderá agravar ainda mais os números do desemprego num dos concelhos do país mais atingidos por este problema.

1 comment:

JOSÉ MODESTO said...

Interessante este artigo e pertinente, desta forma permita-me este pequenos artigo que escrevi no ano passado:

ASSÉDIO MORAL / MOBBING
Todos nós temos medo.
Quem não tem medo não é normal.
Todos nós acreditamos muito facilmente naquilo que se teme.
O medo dependerá sempre da nossa imaginação.
Assédio moral, também chamado Mobbing, é um novo conceito de pressão psicológica que
infelizmente todos nós já passamos, ou poderemos vir a passar na nossa vida profissional mas também
na nossa vida pessoal.
O mesmo pode ser definido como um ou vários relacionamentos hostis, ou mesmo imorais e praticado
quase sempre de uma forma sistemática por um ou vários indivíduos, um ou vários colegas dentro da
empresa contra um ou outros indivíduos que acabaram por se encontrar numa posição indefesa ou
mesmo frágil, neste género de situação, aparece-nos quase sempre o medo, a contrariedade, o querer
esquecer ou mesmo desaparecer com aquilo que estamos a passar.

O Mobbing ou Assédio moral, poder ser praticado pelos desclassificados, trabalhando quase sempre em
rede e sem a partilha de informação o que torna uma empresa vulnerável ao seu desenvolvimento.
A intriga a inveja a mentira a difamação são formas letais de uso praticado em muitas empresas com o objectivo
de colocar os menos desprotegidos numa forma vulnerável e consequentemente ao seu futuro despedimento.

Ainda recentemente assistimos a um processo judicial em que a vitima conseguiu os seus objectivos, o permanecer
na empresa, já que a mesma era uma funcionária exemplar.
Será que depois de ter ganho a questão a mesma permaneceu na empresa?

Vivemos numa época difícil, são várias as empresas a fechar e consequentemente o desemprego a aumentar.
Até quando esta pressão?
Sabemos que esta prática é muito complexa e difícil de detectar, mas não estaremos todos a caminhar para
o Mobbing ou Assédio moral ?

A desconfiança colocar-nos-á sempre de sobreaviso contra toda a gente, sobretudo na época de crise em que
nos encontrar-mos, mas daí podermos agir cobardemente contra os indefesos os doentes ou mesmo aqueles
que simplesmente não aguentam, não, teremos que parar para pensar e agir de uma forma humanamente
possível e darmos a razão a quem tem realmente a razão.
Será sempre nos bons actos que reconhecemos a nossa compaixão, a nossa maneira de ser, sabemos que
os obstáculos serão imensos, teremos que lutar contra aquilo que não vemos ou sentimos, mas será sempre
positivo olharmos em redor de todos e podermos dizer: A força unida é mais forte…vamos vencer.

Saudações Marítimas
José Modesto

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