26 February 2010

Sobre a protecção civil

Já muito se escreveu e se disse sobre os trágicos acontecimentos que ocorreram na Madeira, no final da semana passada. Não vou, por isso, cair em redundâncias ou em frases feitas.

Todos devemos estar à altura do momento, e este é de solidariedade para com o povo da Madeira. Convém, no entanto, lembrar que as situações de catástrofe, como as que ocorreram, só se minimizam se preventivamente estivermos preparados para elas. Com isto, quero referir-me à imperiosa necessidade de estabelecer um plano de prevenção de riscos, capaz de acautelar as situações de perigo, que existem em Matosinhos.

Não é só a Refinaria de Leça de Palmeira e os depósitos de combustível espalhados pela cidade. São também, o porto de Leixões e as rotas de aproximação ao aeroporto de Pedras Rubras, para além da quantidade de veículos de transporte de matérias perigosas que circulam nas nossas estradas.

Dir-nos-ão que são consequências do desenvolvimento e que não é possível impedir a existência de tais perigos. O que não é possível é continuarmos a fazer de conta que essas situações eventualmente perigosas não existem . O que é necessário é criar as condições para que, perante um eventual acidente, seja dada resposta mais adequada e eficaz.
por diversas vezes, foi chamada a atenção da Câmara Municipal, entidade responsável pela Protecção Civil no Concelho, para a necessidade de dar a conhecer aos munícipes as normas e os meios à disposição destes no caso de um qualquer acidente mais grave. A resposta é sempre a mesma: Matosinhos tem especificidades em relação à segurança, o que faz com que haja outras entidades igualmente com responsabilidades nesse campo.

Entendemos perfeitamente a questão, mas isso não inviabiliza que a Câmara Municipal tenha um plano estudado para responder a situações de crise. E esse plano ou é do conhecimento dos Matosinhenses ou se existe para estar bem guardado, no segredo dos deuses, não tem validade nenhuma.

Dou um exemplo, no caso de ocorrer um acidente na Refinaria, que caminhos de fuga devem seguir os Leceiros? Dirigirem-se para o Sul , por qual ponte? Se o ar se tornar dificilmente respirável o que deverão fazer? Se os cidadãos tiverem um mínimo de informação sobre o que fazer, em caso de necessidade, será muito mais fácil para as forças que intervenham, orientar as pessoas e evitar aglomerados e engarrafamentos.

São questões como estas que achamos que devem ser discutidas com as populações, não para causar alarmismos; antes pelo contrário, pretende-se impedir situações de pânico e que cada um saiba como agir.

A execução, com alguma regularidade, de exercícios é uma medida que deve ser encarada seriamente, quer pela população quer pelas forças de segurança, e esta é uma responsabilidade da autoridade municipal de protecção civil.

Por outro lado, o conhecimento dos meios colocados à disposição da população aumenta o grau de confiança nas forças que a podem auxiliar em caso de necessidade.

José Ferreira dos Santos
Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda
E mail: jferreirasantos@netcabo.pt

2 comments:

JOSÉ MODESTO said...

Permitam-me mais um repto:

Queremos que a nossa relação com as Instituições que marcam a paisagem de Leça da Palmeira
(Petrogal, Porto de Leixões, Exponor, Mar shopping, Hospital Privado da Boa Nova, Restauração, Hoteleria etc. etc.) sejam autenticas parcerias de responsabilidade social e que as mesmas apostem nos valores do diálogo, do trabalho, do emprego e do desenvolvimento sustentável de Leça da Palmeira.

Será que estamos a fazer isto?

Saudações Marítimas
José Modesto

JOSÉ MODESTO said...

Indecisões:

Num semanário local: 03-03-2010
“ Face ao crescimento da zona norte do concelho,
nomeadamente em Leça da Palmeira,Guilherme Pinto
defende a realização de um estudo sobre a viabilidade do
metro naquela zona”.

“ Eu não sei se não será simples fazemos um sistema de vaivém
entre o centro de Leça da Palmeira e as actuais estações de Matosinhos,
porque o percurso que o metro fará a circundar o Porto de Leixões
torna o metro pouco petecível pelo tempo de demora a chegar ao local que queremos”.

Caros Matosinhenses
Na minha modesta opinião:
Aquele que está indeciso em começar é lento a agir...

Saudações Marítimas
José Modesto

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