14 October 2009

EM TERMOS DE BALANÇO

Um vendaval de populismo varreu a cena política de Matosinhos nas eleições do passado dia 11 de Outubro.

A candidatura do PS, procurando manter a todo o custo os lugares na Câmara Municipal, veio fazer um sem número de promessas e distribuir um saco de subsídios de última hora.

A candidatura de Narciso Miranda, com a sua esmagadora e dispendiosa campanha de cartazes, carros de som, festas e brindes, fez promessas e afirmações que ultrapassavam os limites das suas possibilidades e da decência democrática.

Guilherme Aguiar foi apanhado pelo seu para-quedistico desconhecimento da realidade de Matosinhos e nem a recorrente menção da falta de aprovação do PDM e da não existência de saneamento básico chegou para convencer ninguém.

Sempre afirmámos que os votos pertencem aos eleitores e que estes os atribuem a quem, em cada momento, entendem.

Foi o que aconteceu em Matosinhos em 11 de Outubro.

O medo do regresso do “senhor de Matosinhos”, do seu populismo desbragado e do seu projecto de poder pessoal, fez com que muitos Matosinhenses fossem votar em Guilherme Pinto, alguns, certamente sem estarem minimamente de acordo com ele.

Esta polarização impediu que outras forças políticas pudessem afirmar as suas alternativas, o que constitui, quanto a mim, um empobrecimento da vida democrática do nosso concelho.

Neste enquadramento, o Bloco de Esquerda não logrou alcançar os objectivos a que se propunha e viu mesmo a sua representatividade ser diminuída face aos resultados alcançados em 2005.

Aceitamos democraticamente o facto e reafirmamos a nossa vontade em prosseguir, já que não será por termos um grupo autárquico mais reduzido que iremos baixar os braços ou ter uma intervenção menos cuidada.

Sabemos que muito temos que fazer, em termos de enraizamento do Bloco e de alargamento da nossa influência política e iremos fazê-lo, porque temos consciência de termos um papel político a desempenhar e que não é substituível por ninguém.

Continuaremos a manter-nos plenamente alertados para todas as medidas que possam prejudicar os interesses dos matosinhenses ou para eventuais faltas de transparência nas decisões.

Todas as promessas eleitorais que foram feitas terão, nos eleitos do Bloco de Esquerda, cuidadosos verificadores da sua realização.

Não deixaremos de continuar a apresentar as nossas propostas alternativas e a procurar discuti-las com o maior número de cidadãos possível.

A situação social que se vive no nosso país e, consequentemente, também em Matosinhos não se compadece com meras promessas eleitorais. Exige um grande empenhamento na luta pela melhoria das condições de vida de todos os portugueses, por emprego com direitos, pela criação de condições de acolhimento com a maior dignidade para a terceira idade e de creches e jardins de infância onde as mães e pais trabalhadores possam deixar os seus filhos em segurança. Continuaremos a lutar pela defesa intransigente dos serviços públicos de qualidade, entre os quais a saúde e a educação.

Essa foi, é e continuará a ser a nossa forma de estar na política, pois consideramos ser a única compaginavel com a democracia participativa que defendemos.


José Ferreira dos Santos

Empresário

Membro eleito da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda

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