01 October 2009

Com firmeza e persistência



O Bloco de Esquerda faz gala em manter uma posição inflexível contra tudo o que seja contrário aos interesses dos trabalhadores portugueses.

Não pactuamos com posições dúbias nem com promessas que antecipada e consabidamente não irão ser levadas à prática.

Os nossos concidadãos sabem que aquilo com que nos comprometemos tudo fazemos por cumprir.

Não inventamos pretextos para não discutir as questões que realmente são importantes, antes fazemos nossas as preocupações das pessoas com que nos cruzamos.

Seja o desemprego, sejam as consequências da crise financeira e social em que nos mergulharam, seja a falta de perspectivas com que se debatem os jovens, seja a alienação do património que é de todos, tudo isto nos tem merecido cuidado estudo e a busca de alternativas, sem populismos balofos e sem demagogias inúteis.

Quando os professores, enfermeiros e outros funcionários públicos sofreram os ataques do governo Sócrates estivemos na primeira linha da sua defesa. Mas já antes , quando o governo onde Manuela Ferreira Leite pontificava., lançou ataques igualmente absurdos, sobre estes trabalhadores e os seus direitos, tínhamos estado ao seu lado.

Tomamos posição contra as entregas de empresas estratégicas à voracidade privada, pelo governo PS, como antes combatemos as pretensões de desmantelamento da segurança social propostas pelo PSD /CDS.

Combatemos o Código do trabalho quer na versão Bagão Félix , quer na mais recente versão Vieira da Silva, como um atropelo inaceitável aos direitos dos trabalhadores, muitos deles conquistados duramente em anos e anos de luta.

Denunciamos a contradição que representa o pronto apoio aos banqueiros e a recusa em apoiar igualmente, as pequenas e médias empresas e os seus trabalhadores que vão ficando sem emprego, da mesma forma que antes tínhamos denunciado a inutilidade da compra de submarinos ou o envio de tropas para países com que não temos conflitos.

Sempre afirmamos que as questões da segurança radicam na falta de condições de vida dignas de camadas da população amontoadas em “guetos” e sem alternativas de vida aceitáveis.

Consideramos, no entanto, imprescindível a existência de policias de proximidade que assegurem um clima de segurança aos cidadãos.

O que não aceitamos é a deriva securitária que a direita caceteira e xenófoba preconiza.


Consideramos os direitos democráticos, porque muitos de nós lutamos, inalienáveis da sociedade em que queremos viver e por isso recusamos firmemente as formas mais ou menos mitigadas de democracia que nos procuram sub-repticiamente impor, tendo como espelho a governança Madeirense.


É esta firmeza de posições, esta persistência , que leva os nossos adversários a atacar-nos de forma tão encarniçada e a inventarem as mais ridículas mentiras sobre o Bloco de Esquerda.


Basta ler os nossos documentos , aliás sempre disponíveis na NET para constatar como são falsas as afirmações que sobre nós fazem. Não propomos qualquer “nacionalização de economia” nem o “aumento dos impostos da classe média” , mas o que propomos com toda a clareza é que devem voltar ao domínio público as empresas estratégicas, como as de energia, cujo controlo é indispensável a uma economia sã. O que propomos é um imposto sobre as grandes fortunas, a exemplo do que existe em outros países da Europa, que financie a Segurança Social e que contribua para a solidariedade intergeracional.

Bem sabemos que as nossas exigências de mais JUSTIÇA NA ECONOMIA não são bem vistas por aqueles que se habituaram a guardar para si a parte de leão da riqueza que os trabalhadores produzem.


Mas os nossos compromissos são exclusivamente com os cidadãos eleitores e será sempre a estes que prestaremos contas da nossa actuação.


O Bloco de Esquerda sempre foi, é e continuará a ser uma ESQUERDA DE CONFIANÇA.

Ferreira dos Santos

Empresário

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