22 October 2009

BALANÇO PARA A FRENTE

O Núcleo de Matosinhos do Bloco de Esquerda reuniu na passada sexta-feira o plenário para um balanço das Eleições Autárquicas de 11 de Outubro e para perspectivar o trabalho futuro do Núcleo.

O plenário foi bastante participado e concluiu que, para além da bipolarização que se verificou no nosso concelho, ocorreram outros factores determinantes na quebra da votação do Bloco de Esquerda. Foram apontadas algumas limitações ao nível do enraizamento nas realidades locais, assim como uma certa inabilidade para “ler” as consequências da participação da lista de “independentes”. A notória diferença dos meios de propaganda do BE concelhio face aos outros partidos, assim como a utilização pouco cuidada das possibilidades de intervenção na comunicação social terão contribuído para que o resultado ficasse aquém das expectativas. Por outro lado, as fragilidades ao nível da intervenção nas freguesias, assim como a falta de participação de alguns dos candidatos nas iniciativas de campanha foram aspectos igualmente abordados.

Novas estratégias

Para tentar colmatar as insuficiências verificadas, os participantes avançaram com algumas propostas que podem requalificar a intervenção do Bloco em Matosinhos. Os candidatos não eleitos nas diferentes freguesias deverão participar nas Assembleias de Freguesia e tentar intervir, sempre que possível , no tempo do público, com questões de interesse para a freguesia. É necessário ainda melhorar o conhecimento das realidades locais, quer em termos sociais quer em termos das necessidades que possam ser exploradas. Para tal, sugere-se que os aderentes (de uma ou várias freguesias) se constituam em grupo de Freguesia e coordenem o trabalho com os restantes grupos.

Ao nosso representante eleito para a Assembleia Municipal deverão ser fornecidas, com regularidade, informações que permitam intervenções assertivas naquele órgão.

Entendemos ainda que, dado que o Grupo Parlamentar na Assembleia da República (AR) aumentou, deveremos chamar a Matosinhos deputados pelo circulo eleitoral do Porto a prestar informações à população e a intervir na AR sobre o concelho.

Melhorar a comunicação

Outro conjunto de sugestões prende-se com a necessidade de comunicarmos melhor entre nós e com os matosinhenses. Uma das formas passa pela divulgação dos meios de comunicação de que dispomos, nomeadamente na Internet. O espaço do BE concelhio no portal bloco.org e o blogue devem ser actualizados e encarados como agentes de intervenção. Por outro lado, tentaremos manter-nos na “agenda” dos órgãos de comunicação locais. Dentro do possível, haverá um Boletim onde possa ser informada a população das iniciativas do BE nos órgãos onde elegemos representantes (Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia da Senhora da Hora).
Estas propostas pressupõem uma mais cuidada intervenção e uma coordenação que só pode existir se contar com a participação de um maior número de camaradas, cada um contribuindo na medida da sua disponibilidade, aproveitando as melhores capacidades de cada um – mas não se alheando do trabalho do colectivo.

Lembrando as palavras com que Francisco Louçã terminou a sua intervenção na noite das “Autárquicas”: "Temos muito que aprender, muito caminho que fazer, muita implantação para conseguir, muito enraizamento para desenvolver e vermos estes resultados com toda a humildade, confirmando o enorme trabalho que o BE tem pela frente".

O apelo que fica do plenário faz eco destas palavras. Os acordos firmados (e já esperados) entre o PS e o PSD/CDS para a gestão da Câmara só nos podem incentivar a lutar por mais democracia e mais socialismo para Matosinhos.

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