28 September 2009

Razões de uma candidatura


Nas eleições de 11 de Outubro o Bloco de Esquerda apresenta novamente alternativas a todos os Órgãos Autárquicos do Concelho; uma alternativa de esquerda, socialista e de confiança.

Após 30 anos de gestão do PS (qualquer que tenha sido o administrador de serviço) somos forçados a constatar que muito está ainda por fazer.

Nestes anos Matosinhos conheceu uma evolução significativa mas, é verdade, que Matosinhos andou mais devagar que outros concelhos. Desde o básico – no saneamento que, apesar dos milhares de milhões de euros da CEE, ainda não chegou a todo o concelho – até àquilo que é mais evidente como no urbanismo ou no ambiente, a gestão do PS foi pouco mais que pífia.

O BE tem propostas, tem vontade e capacidade. Os Matosinhenses sabem que, os eleitos do BE respeitarão os princípios e as propostas eleitorais com que nos que apresentamos; os Matosinhenses sabem que o Bloco é uma ESQUERDA DE CONFIANÇA.


POR MATOSINHOS: UMA POLÍTICA À ESQUERDA

Estranhamente, ou talvez não, as propostas que vimos fazendo desde que o BE participa na vida política e cívica do Concelho de Matosinhos, já há mais de oito anos, continuam quase todas actuais. Várias das nossas propostas foram, entretanto, aproveitadas ou mesmo plagiadas pelos nossos adversários políticos e nem sempre respeitando os seus princípios fundamentais. Mas, ainda bem que o fizeram porque eram boas propostas.

Nestas eleições o que de mais importante está em jogo é a vida das pessoas. O desemprego galopante e a crise social que lhe está associada, a qualidade de vida (habitação, serviços públicos, espaço público) e a visão do desenvolvimento económico e social serão as pedras de toque que diferenciarão as propostas do Bloco de Esquerda.

De acordo com os dados do Instituto do Emprego, em Matosinhos o desemprego registado aumentou 20,9% entre JUL08 e JUL09; no passado mês de Julho mais de 8700 pessoas eram consideradas desempregadas. Estes dados desmentem completamente os actuais responsáveis autárquicos e demonstram a sua insensibilidade face a esta verdadeira chaga social que é o desemprego. Este é o principal reflexo da crise do capitalismo.

Só é possível ultrapassar esta crise de forma solidária e criando riqueza e desenvolvimento. O investimento público assume, assim, particular importância.

Uma vez eleitos para a Câmara Municipal tudo faremos para que se desenvolva um programa de reabilitação dos edifícios degradados. A concretização deste programa contribuiria para a criação de postos de trabalho (privilegiando especialmente as empresas de construção de menor dimensão), ao mesmo tempo que contrariaria a especulação imobiliária e seria um factor de melhoria do espaço público e da qualidade de vida.

Se o mercado não tem moral – só vê cifrões – o estado e as autarquias têm um importante papel a desempenhar e ganhamos todos.

Não temos qualquer dúvida que a Câmara de Matosinhos não andou bem ao privatizar os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento e da recolha de lixo. Ao invocar a impossibilidade de melhorar os serviços que eram prestados pela própria Câmara, para proceder à sua privatização, o Presidente mais não fez do que confessar a sua incapacidade. O Bloco de Esquerda defende que estes serviços deveriam continuar a ser públicos e só não pede a reversão da situação porque sabemos que as indemnizações a pagar aos privados seriam enormes e colocariam em risco as finanças da Autarquia. Mas, comprometemo-nos a estar muito atentos à qualidade dos serviços prestados e aos tarifários que vierem a ser praticados.

Nos últimos anos o Concelho de Matosinhos perdeu inúmeras indústrias (a das conservas é o exemplo mais gritante) e tem vindo a transformar-se numa imensa área de armazenagem e onde surgem grandes superfícies comerciais, um pouco por todo o concelho, como cogumelos. Esperemos, entretanto, que a plataforma logística que se vai instalar em Matosinhos não venha a transformar-se num enorme parque de contentores; o Bloco de Esquerda tudo fará ao seu alcance para o evitar.

O actual executivo camarário escolheu as Freguesias de Leça da Palmeira, Matosinhos, Senhora da Hora e S. Mamede para “fazer cidade”; as restantes ficariam destinadas a acolher as actividades económicas, isto é, os armazéns. Não concordamos com esta dualidade no nosso Concelho nem com a separação de funções de habitação e trabalho que só originam mais deslocações e dão origem a que parte do território fique deserto durante o dia e outra parte durante a noite. Para o BE o Concelho deve ser equilibrado, onde todas as freguesias têm as mesmas oportunidades de desenvolvimento e de qualidade de vida.

Os eleitos do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal várias vezes durante o último mandato alertaram a Câmara para a falta de equipamentos sociais de apoio aos idosos e às crianças: faltam Jardins de Infância e residências geriátricas públicos. Sempre fomos acusados pela maioria do PS de sermos catastrofistas e de não conhecermos a realidade. A verdade é que em vésperas de eleições foram anunciadas intenções de construir quinze lares de idosos; quanta fartura depois de anos de fome! O Bloco de Esquerda bater-se-á pela construção de uma rede de equipamentos sociais públicos, capaz de dar resposta às necessidades da nossa população.

Para podermos levar à prática estes compromissos é necessário VOTAR BLOCO DE ESQUERDA.


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