04 July 2009

Oito anos de combate em revista




O que fizeram e como fizeram os representantes eleitos do BE concelhio para melhorar as condições de vida dos matosinhenses.



São oito anos de luta em que a postura do BE não se limitou à denúncia e ao protesto. Em muitas situações o Bloco concelhio apoiou as formas de luta desencadeadas pelas populações locais em aspectos tão essenciais como o combate à privatização da gestão do fornecimento da água ou a recolha dos resíduos sólidos, porém são muitos os exemplos em que o BE se mobilizou em torno do seu compromisso eleitoral. É o caso do Plano de Melhoria Energética para Matosinhos, aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal, e cujas propostas já começaram a ser implementadas pelo actual executivo camarário.


Porque o desemprego ocupa um lugar cimeiro nas preocupações do Bloco concelhio, o partido acompanhou a situação dos trabalhadores das Confecções C111, desde o momento da deslocalização da empresa, passando pela fase de despedimentos, até à recolha de informação junto do centro de emprego. Pese embora o BE não se rever nas medidas de melhoramento do Mercado Municipal de Matosinhos, foi no seguimento das tomadas de posição dos bloquistas que a Câmara decidiu a intervenção naquele local. De resto a defesa e apoio ao comércio tradicional tem sido uma das preocupações do partido a nível nacional enquanto meio de manter postos de emprego e impedir a desertificação no centro das cidades.


Políticas sociais


Uma verdadeira política social de habitação, ou seja, mais inclusiva e sem “guetos”, tem sido uma das bandeiras do Bloco concelhio. Desde 2002 que o BE defende a necessidade de retomar o transporte de passageiros na chamada linha de Leixões do caminho-de-ferro, tendo levado à Assembleia Municipal as reivindicações do utentes dos STCP aquando da tentativa de encerramento de carreiras de autocarros.


A prestação de cuidados de saúde é outra área que tem merecido a atenção do BE. O diagnóstico não é positivo, como o demonstram a falta de pessoal clínico e de enfermagem quer nos centros de saúde quer no Hospital de Pedro Hispano, situações testemunhadas no decorrer das visitas dos deputados municipais. Com o apoio das Comissões Sociais de Freguesia e dos Conselhos Locais de Acção Social o BE fez ainda um Diagnóstico Social do Concelho. As carências observadas no decorrer das visitas e das auscultações resultaram na proposta da constituição de um Banco de Ajudas Técnicas e de um Programa de Mobilidade para idosos e pessoas com mobilidade condicionada.


Na área da educação, o BE tem denunciado a degradação de escolas do concelho e desenvolvido um trabalho de proximidade junto das associações de pais e dos conselhos executivos. Relativamente à cultura, uma das preocupações prende-se com a preservação da memória colectiva do concelho: proporcionar instalações condignas ao Museu do Linho, situado em S. Mamede de Infesta, e impedir a entrega da gestão da Quinta da Conceição a empresas de eventos são duas das lutas que se inscrevem nesta área de actuação.


No plano da segurança, o Bloco concelhio tem-se batido por um Plano Municipal de Protecção Civil que tenha em consideração os problemas colocados pela Refinaria da Boa Nova e pelas restantes instalações petrolíferas na cidade, bem como os problemas decorrentes dos canais de navegação aérea de aproximação do aeroporto. Uma Comissão Municipal de Segurança integrada por um elemento do BE chegou a ser constituída, a qual foi, porém, extinta.


Por fim, o acompanhamento dos problemas inerentes às pescas e à segurança dos pescadores levou o Bloco concelhio a propor um Plano de Emergência de Socorros na zona costeira e a construção de um porto de abrigo em Angeiras. Por diversas vezes foi ainda proposta a criação de um Centro de Estudos do Mar, considerado uma mais-valia para um concelho que tem justamente no mar um dos seus principais recursos.




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